sexta-feira, 30/10/2026

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Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica realizam inspeção em hospital paulista após óbitos de recém-nascidos

A zona leste de São Paulo enfrenta uma situação alarmante com a investigação das mortes de bebês no Hospital Salvalus, localizado na Mooca. Nesta sexta-feira (23), os Centros de Vigilância Sanitária e Epidemiológica do…

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A zona leste de São Paulo enfrenta uma situação alarmante com a investigação das mortes de bebês no Hospital Salvalus, localizado na Mooca. Nesta sexta-feira (23), os Centros de Vigilância Sanitária e Epidemiológica do Estado, em parceria com a Vigilância Epidemiológica Municipal, realizaram uma inspeção na unidade hospitalar, motivados pela notificação de 35 óbitos de recém-nascidos apenas neste ano.

A Polícia Civil também está envolvida na apuração, investigando especificamente seis casos de mortes que ocorreram no hospital, que integra a rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica. Os relatos indicam que as crianças, com idades variando de zero a três anos, teriam contraído infecções hospitalares que culminaram em sepse e outras complicações graves.

A advogada Eduarda Fragnan Gomes, que representa famílias afetadas, aponta que existem pelo menos 19 casos de crianças que faleceram após cirurgias no Hospital Salvalus nos últimos seis meses. Ela revela que muitos dos casos ainda não foram formalmente registrados e enfatiza a dor das famílias que perderam seus filhos em procedimentos que, em teoria, apresentavam baixo risco de morte.

As investigações da polícia estão concentradas no 8º Distrito Policial, onde a análise de prontuários médicos e depoimentos de profissionais de saúde estão sendo realizados para esclarecer as causas das mortes. Os casos, que começaram a ser comunicados na quarta-feira (21), têm gerado uma grande preocupação entre os moradores da região.

Em resposta às acusações, o Hospital Salvalus se manifestou, afirmando que ainda não recebeu notificações formais sobre os incidentes e que está comprometido em colaborar com as autoridades. A instituição também destacou que mais de mil crianças foram atendidas este ano e que os casos investigados apresentam históricos clínicos diferentes, sem uma origem infecciosa comum identificada.

Enquanto isso, Eduarda Fragnan planeja acompanhar mais famílias ao 8º DP na próxima semana para registrar novos boletins de ocorrência, ampliando as investigações sobre a situação no hospital. A comunidade permanece em estado de alerta e expectativa por esclarecimentos sobre esses trágicos eventos que afetaram tantas famílias.