O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reafirmou na última quarta-feira (21) a absolvição de 14 policiais da Rota, envolvidos na morte de dois suspeitos desarmados em 2015. Essa decisão foi uma resposta ao pedido do Ministério Público, que desejava reverter o julgamento anterior e levar os PMs a um novo júri por homicídio doloso e fraude processual.
A acusação sustentava que os policiais teriam simulado um confronto ao “plantar” armas nas mãos das vítimas, que eram Hebert Lúcio Rodrigues Pessoa e Weberson dos Santos Oliveira. O MP alegou que houve uma tentativa de forjar a cena do crime para justificar a ação dos agentes. Os policiais, por sua vez, sempre defenderam que agiram em legítima defesa durante uma suposta troca de tiros enquanto perseguiam um carro suspeito.
Os advogados de defesa, Mauro Ribas e Renato Soares do Nascimento, reafirmaram a inocência de seus clientes, argumentando que os PMs foram atacados e reagiram para proteger suas vidas. “Estamos certos de que os policiais eram inocentes. Eles se defendiam de criminosos armados”, comentou Ribas.
Os 14 policiais, que já enfrentaram um período de detenção em 2015 durante as investigações, foram liberados e respondem ao processo em liberdade. Após a decisão do TJ-SP, os PMs podem retornar ao serviço operacional, embora a Corregedoria da PM tenha indicado que irá acompanhar a situação judicial e pode tomar medidas internas caso eles sejam condenados.
Esse caso, que repercute na sociedade, levanta questões importantes sobre a atuação da Polícia Militar, especialmente da Rota, uma das unidades mais polêmicas da corporação. A população, atenta às decisões da Justiça, continua a debater a legitimidade das ações policiais e a necessidade de uma abordagem mais transparente e responsável na segurança pública.



