sexta-feira, 30/10/2026

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Tarcísio exonera PM envolvido na morte de Leandro Lo após decisão judicial que permitiu seu retorno à polícia

O caso do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (20), com a publicação de um decreto pelo…

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O caso do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (20), com a publicação de um decreto pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O documento restabelece a demissão do policial, que havia sido temporariamente revertida pela Justiça em setembro de 2025.

A decisão judicial que permitiu a reincorporação de Velozo à PM foi baseada em um recurso apresentado por sua defesa, que argumentou que a demissão só poderia ser efetivada após o esgotamento de todos os recursos legais. Com isso, o tenente manteve seu vínculo com a corporação e continuou a receber um salário de R$ 14,6 mil.

No entanto, a mais recente decisão do governo paulista reverte essa situação. Tarcísio de Freitas conseguiu uma nova determinação judicial que restabelece a demissão do tenente, tornando sem efeito o decreto anterior que suspendia a penalidade. Agora, Velozo volta a perder seu cargo e os benefícios associados à sua posição na Polícia Militar.

O caso é marcado por uma série de reviravoltas. Em 2022, Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri de São Paulo, que considerou que ele agiu em legítima defesa ao disparar contra Leandro Lo. Desde então, a situação se complicou, com mudanças frequentes na sua situação legal e profissional. Em um breve histórico, em setembro de 2025, o governo o demitiu, mas em outubro do mesmo ano, ele foi reintegrado. Em novembro, após a absolvição, reassumiu o cargo, mas em dezembro foi afastado novamente sob regime disciplinar, recebendo apenas um terço do salário.

Recentemente, em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a demissão de Velozo, mesmo após a absolvição judicial. Os desembargadores deixaram claro que a demissão é um “ato administrativo vinculado”, o que significa que, ao ser considerado “indigno para o oficialato”, o governador não tinha outra opção a não ser efetuar a exclusão do tenente.

A conduta de Velozo no dia do crime, que incluiu a fuga do local do incidente sem informar seus superiores, gerou grande irritação na corporação. Ele foi para uma casa noturna e, posteriormente, um motel antes de se entregar à polícia. O desfecho dessa história ainda está sendo acompanhado de perto, e a defesa de Velozo foi contatada para comentar a nova decisão, mas ainda não houve retorno.