sexta-feira, 30/10/2026

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STJ nega pedidos de liberdade para Deolane Bezerra, que está detida há cinco meses em SP

O cenário jurídico em torno de Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, se intensifica com a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa da…

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O cenário jurídico em torno de Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, se intensifica com a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa da detida. A influenciadora está recolhida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo, desde 21 de maio, envolvida em investigações que apuram um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As decisões, assinadas pelo ministro Ribeiro Dantas, foram divulgadas nesta quarta-feira (21), e marcam cinco meses de prisão preventiva de Deolane, que permanece sob a acusação de integrar o núcleo financeiro da organização criminosa. O Ministério Público alega que ela seria responsável por ocultar recursos ilícitos e convertê-los em bens de alto valor.

Além dessas decisões, um terceiro habeas corpus será analisado na próxima semana, evidenciando a complexidade do caso. A defesa havia argumentado que não havia motivos legais que justificassem a manutenção da prisão de Deolane e que medidas cautelares alternativas poderiam ser suficientes. Contudo, o ministro Ribeiro Dantas argumentou que as questões levantadas não haviam sido previamente analisadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, limitando a capacidade do STJ de revisitar essas questões.

No que diz respeito às condições de custódia, a defesa solicitou a transferência de Deolane para uma Sala de Estado-Maior, alegando problemas estruturais na penitenciária, como falta de ventilação adequada e higiene. No entanto, o ministro considerou que as condições em que Deolane está detida não demonstram ilegalidade que justifique a mudança para prisão domiciliar.

Enquanto isso, na comunidade local, a situação gera discussões acaloradas. A família de Deolane, especialmente sua irmã e advogada Daniele Bezerra, tem buscado visibilidade para o caso, relatando incidentes de ameaças e intolerância religiosa dentro da unidade prisional. Daniele já registrou um boletim de ocorrência sobre as ameaças e se comprometeu a lutar pelos direitos da irmã.

O próximo julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo está agendado para o dia 27 de setembro e poderá trazer novas perspectivas sobre a situação de Deolane Bezerra. Para as famílias e amigos ao redor dela, a expectativa é de que esse pesadelo se transforme em um novo capítulo de esperança e justiça.