sexta-feira, 30/10/2026

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STF nega pedido da Uber para operar com motos em São Paulo

A cidade de São Paulo ainda não verá a chegada do serviço de transporte de motos por aplicativo da Uber, que segue barrado por decisões judiciais. Recentemente, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal…

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A cidade de São Paulo ainda não verá a chegada do serviço de transporte de motos por aplicativo da Uber, que segue barrado por decisões judiciais. Recentemente, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da empresa que buscava reverter a proibição imposta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

A decisão divulgada no dia 9 de outubro não aborda o direito da Uber de operar, mas enfatiza que a empresa ainda não utilizou todos os recursos disponíveis nas instâncias inferiores do Judiciário. Cármen Lúcia observou que a falta de documentos relevantes no processo impediu que o STF analisasse a questão de forma mais profunda.

O embate judicial começou quando, em julho, o TJ-SP havia determinado que a prefeitura deveria credenciar a Uber para o serviço de motos. Contudo, poucos dias depois, essa decisão foi suspensa, mantendo o serviço proibido na capital. Assim, tanto motoristas quanto usuários da modalidade correm o risco de multas se tentarem operar ou utilizar essa forma de transporte.

A empresa argumenta que a decisão do TJ-SP vai contra entendimentos prévios do STF, que já havia suspendido exigências consideradas excessivas por parte da prefeitura. Em nota, a Uber reafirmou que seu serviço é respaldado pela legislação federal e que continuará lutando para garantir aos paulistanos novas opções de mobilidade.

O contexto da disputa é complexo. Em junho de 2026, um juiz havia dado ganho de causa à Uber, afirmando que a negativa da prefeitura em conceder autorização para o serviço era ilegal. No entanto, a municipalidade alegou que a empresa não apresentou comprovações necessárias, como a exigência de um seguro específico para acidentes.

Em meio a esse cenário, a concorrente 99 decidiu desistir de operar o serviço de motos na cidade, o que levanta questões sobre o futuro do transporte por aplicativo em São Paulo. A Uber, por sua vez, segue firme em sua proposta, argumentando que as regulamentações atuais representam uma barreira desproporcional ao desenvolvimento do setor.

As empresas de aplicativo têm questionado a rigidez das regras impostas pela prefeitura, argumentando que essas imposições são, na verdade, uma proibição disfarçada de regulamentação. O STF já se manifestou sobre a necessidade de uma análise mais equilibrada das exigências para o funcionamento do serviço, indicando que as normas devem respeitar as competências da União.

Enquanto isso, os motoristas e usuários de transporte por aplicativo em São Paulo continuam na expectativa de que a situação se normalize e que novas soluções de mobilidade possam surgir na metrópole.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — blank76 (pixabay)