sexta-feira, 30/10/2026

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Reunião de Segurança discute mudanças nas abordagens após tragédia envolvendo PM e três mortos em surto

A série de mortes de pessoas em surto, causadas pela Polícia Militar de São Paulo, acendeu um alerta sobre a necessidade de revisão dos protocolos de abordagem policial. Em apenas uma semana, três ocorrências…

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A série de mortes de pessoas em surto, causadas pela Polícia Militar de São Paulo, acendeu um alerta sobre a necessidade de revisão dos protocolos de abordagem policial. Em apenas uma semana, três ocorrências resultaram em mortes, e a cúpula da Secretaria da Segurança Pública se reunirá nesta sexta-feira (16) para discutir como melhorar a atuação dos agentes em situações envolvendo transtornos mentais.

Imagens dos incidentes, que circulam amplamente nas redes sociais, mostram a gravidade das intervenções policiais. Especialistas têm criticado a falta de preparo dos policiais para lidar com essas situações delicadas. A reunião, que ocorrerá na capital, contará com a presença do secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico, e outros altos oficiais da PM, embora o local ainda não tenha sido definido.

O objetivo do encontro é revisar o Procedimento Operacional Padrão (POP), que orienta a atuação dos policiais, e que, em sua maioria, foi estabelecido em 2014. Entre as propostas está a ampliação do uso de armamentos não letais, como a Taser, com a intenção de adquirir cerca de 6 mil novas unidades. Atualmente, a PM já conta com aproximadamente 11 mil delas, mas em várias das ocorrências recentes, esse equipamento não foi utilizado, resultando em tragédias.

Nos três casos em questão, a polícia poderia ter agido de maneira diferente. No primeiro, um homem de 40 anos, que estava em surto, foi baleado após os policiais tentarem usar a arma de choque, mas acabaram disparando em vez de utilizá-la. O segundo caso envolveu um jovem de 20 anos, que foi alvo de 45 disparos, e a família contesta a interpretação dos policiais de que ele apontava uma arma, sendo que na verdade era um celular. Por último, uma mulher de 32 anos foi morta ao se aproximar de policiais armada com uma faca; o soldado responsável pelo tiro foi preso por homicídio.

A cúpula da Segurança Pública também planeja ouvir especialistas para desenvolver estratégias que ajudem os policiais a lidar com situações envolvendo crises emocionais. Apesar de já existir um protocolo que prevê o uso progressivo da força, os recentes episódios levantam questões sobre sua eficácia e aplicação prática.

Os próximos passos para a revisão dos protocolos serão fundamentais para evitar que novas tragédias como essas se repitam. A comunidade espera que as mudanças propostas tragam mais segurança e humanidade às ações da polícia, especialmente em situações tão sensíveis quanto as que envolvem saúde mental.