sexta-feira, 30/10/2026

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Prefeitura de SP informa que apenas 6 das 8 bombas do Túnel do Anhangabaú funcionaram durante alagamento

Na tarde da última quarta-feira (14), um intenso temporal em São Paulo trouxe novamente à tona as preocupações com a drenagem do Túnel do Anhangabaú, que se tornou um ponto crítico durante as chuvas.…

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Na tarde da última quarta-feira (14), um intenso temporal em São Paulo trouxe novamente à tona as preocupações com a drenagem do Túnel do Anhangabaú, que se tornou um ponto crítico durante as chuvas. Documentos da Prefeitura revelam que o sistema de drenagem do túnel é projetado para operar com oito bombas, mas apenas seis estavam em funcionamento no momento do alagamento. A administração municipal, por sua vez, garantiu que as bombas operaram sem falhas, embora o volume de água tenha superado a capacidade de escoamento.

Com a ausência de duas bombas, cerca de 260 litros de água por segundo deixaram de ser bombeados, o que levantou questionamentos sobre a eficiência do sistema e a preparação da Prefeitura para situações adversas, especialmente considerando que as pancadas de chuva forte já eram previstas pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) defendeu a atuação dos órgãos responsáveis, afirmando que as interdições começaram às 15h48, mas a situação no túnel era crítica antes disso. Motoristas que se encontraram presos no alagamento relataram que a entrada do túnel não estava bloqueada, levando a um caos com veículos submersos até as janelas. Um dos motoristas destacou que ficou preso sem poder sair, enquanto outro lamentou a perda total do veículo, questionando quem arcará com os prejuízos.

Além dos danos materiais, o episódio chamou a atenção do Ministério Público, que exigiu explicações da Prefeitura sobre o plano de contingência adotado e as obras necessárias em áreas críticas da cidade. A gestão municipal terá um prazo de 48 horas para apresentar um relatório completo, incluindo as medidas tomadas durante o temporal e a previsão de intervenções futuras.

Recentemente, o túnel passou por uma reforma de R$ 6 milhões, focada na recuperação estrutural, mas não na melhoria do sistema de drenagem. A passagem subterrânea, localizada sobre o ribeirão Anhangabaú, continua sendo alvo de críticas e questionamentos sobre a eficácia das medidas preventivas em casos de chuvas intensas, que se tornaram cada vez mais frequentes na capital paulista.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — pedro_wroclaw (pixabay)