sexta-feira, 30/10/2026

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Prefeitura de SP firma parceria com o MP para utilizar Smart Sampa em investigações de facções e identificação de agressores

A Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), firmou nesta terça-feira (27) dois acordos que prometem reforçar a segurança na capital. O principal objetivo é integrar o…

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A Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), firmou nesta terça-feira (27) dois acordos que prometem reforçar a segurança na capital. O principal objetivo é integrar o sistema Smart Sampa, que monitora a cidade por meio de câmeras, às investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e facilitar a localização de agressores em casos de violência doméstica.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou a importância dessa iniciativa em sua fala durante a coletiva de imprensa. “Estamos dando um passo significativo no combate à criminalidade e à proteção das mulheres. Em 40% dos casos em que as mulheres obtêm medidas protetivas, os agressores não são localizados. O uso das câmeras será fundamental para mudar esse cenário”, afirmou.

Atualmente, São Paulo conta com um total de 58 mil câmeras integradas ao sistema, e a administração municipal planeja adicionar mais 20 mil em breve. “Estamos empenhados em aprimorar essa ferramenta e expandir o uso da tecnologia na segurança pública”, completou Nunes.

No entanto, a assinatura desses acordos ocorre em meio a preocupações sobre a segurança do sistema Smart Sampa. Recentemente, um vazamento de dados, que expôs logins e senhas do sistema por cerca de 11 meses, levantou questões sobre o uso seguro das câmeras. A informação foi divulgada pelo UOL e aponta que imagens de diversas áreas da cidade ficaram acessíveis indevidamente.

Além disso, o programa já enfrentou problemas com multas significativas. A Prefeitura de São Paulo impôs R$ 2,4 milhões em penalidades ao consórcio responsável pelo Smart Sampa devido a falhas operacionais, como interrupções no funcionamento das câmeras e atrasos na instalação de equipamentos. Um levantamento do g1 revelou a existência de 13 processos administrativos relacionados a essas falhas entre julho de 2025 e agosto de 2026.

Em resposta às preocupações sobre a segurança do sistema, o prefeito Nunes garantiu que não houve invasão e que as investigações para entender a extensão do vazamento continuam. A partir de agora, o acesso à plataforma será mais rigoroso, exigindo reconhecimento facial para aumentar a proteção dos dados.

Crédito da imagem: Central de monitoramento do Smart Sampa