sexta-feira, 30/10/2026

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Prefeitura de SP apresenta novo protocolo de atendimento a emergências 79 dias após falecimento de corredor

A Prefeitura de São Paulo deu um passo importante para garantir a segurança dos corredores nas provas de rua com a criação do Protocolo Municipal de Assistência à Saúde. Este novo documento, publicado no…

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A Prefeitura de São Paulo deu um passo importante para garantir a segurança dos corredores nas provas de rua com a criação do Protocolo Municipal de Assistência à Saúde. Este novo documento, publicado no Diário Oficial no dia 13 de outubro, estabelece diretrizes claras para o atendimento médico durante as competições que ocorrem na cidade. A iniciativa vem em um momento delicado, refletindo sobre a morte do publicitário Júlio Barreto, que sofreu uma parada cardíaca após completar a SP City Marathon, em julho.

O Protocolo, que entrará em vigor no dia 12 de dezembro, vem para padronizar a assistência médica em eventos esportivos, levando em conta fatores como número de participantes, condições climáticas e histórico de ocorrências. O médico Miguel Carvalho Santacreu, que estava presente na prova em que Barreto faleceu, criticou a resposta demorada dos serviços de saúde naquele dia, ressaltando a importância de um atendimento mais ágil e estruturado.

Uma das inovações mais significativas do protocolo é a criação de uma classificação de risco que categoriza as corridas em quatro níveis: baixo, médio, alto e risco especial. Essa avaliação considera aspectos como a quantidade de corredores, condições climáticas extremas e a presença de áreas de difícil acesso para ambulâncias. Provas com mais de 10 mil participantes, por exemplo, são automaticamente classificadas com risco elevado, demandando uma estrutura de atendimento mais robusta.

Outra exigência importante do novo protocolo é que o atendimento inicial aos atletas deve ser realizado em intervalos que variam de 3 a 8 minutos, dependendo do nível de risco da prova. Além disso, o documento estabelece que nenhum trecho da corrida deve ficar desassistido, com distâncias máximas entre os pontos de atendimento sendo rigorosamente definidas.

A estrutura de atendimento também foi ampliada, com a obrigatoriedade de postos médicos e equipes móveis equipadas com desfibriladores em toda a extensão do percurso, não apenas nas áreas de largada e chegada. A quantidade de profissionais de saúde deve aumentar proporcionalmente ao número de participantes, garantindo que todos os corredores tenham acesso rápido e eficaz a cuidados médicos.

O protocolo ainda traz regras específicas para lidar com condições de calor extremo, exigindo que os organizadores monitorem constantemente as condições climáticas e implementem medidas de segurança adicionais quando necessário. A Secretaria Municipal da Saúde ficará responsável pela fiscalização e pela governança do protocolo, garantindo que todos os eventos sigam as novas diretrizes e que qualquer descumprimento resulte em ações corretivas.

Com essas novas diretrizes, espera-se que o cenário das corridas de rua em São Paulo se torne mais seguro, proporcionando tranquilidade tanto para os corredores quanto para os seus familiares. A mudança é um reflexo da necessidade de um compromisso coletivo com a saúde e segurança nas práticas esportivas na cidade.

Crédito da imagem: Imagem feita durante a corrida de São Silvestre