sexta-feira, 30/10/2026

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Prefeitura de São Paulo multa consórcio do Smart Sampa em R$ 2,4 milhões por falhas nas câmeras de segurança

A gestão da segurança pública em São Paulo enfrenta novos desafios com o consórcio Smart Sampa, responsável pelo monitoramento por câmeras na cidade. A Prefeitura aplicou R$ 2,4 milhões em multas ao grupo, motivadas…

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A gestão da segurança pública em São Paulo enfrenta novos desafios com o consórcio Smart Sampa, responsável pelo monitoramento por câmeras na cidade. A Prefeitura aplicou R$ 2,4 milhões em multas ao grupo, motivadas por falhas significativas no sistema, incluindo períodos em que as câmeras estiveram fora do ar e atrasos na instalação de postes de vigilância.

Um levantamento do g1 revelou 13 processos administrativos que registram essas falhas entre julho de 2025 e agosto de 2026. As multas, que vão de R$ 14,5 mil a R$ 500,7 mil, foram mantidas mesmo com as defesas apresentadas pelo consórcio. O Smart Sampa, que é uma das principais iniciativas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para melhorar a segurança na capital, teve seu nome mencionado até nas discussões da eleição presidencial deste ano, sendo apontado por Flávio Bolsonaro (PL) como modelo a ser seguido em nível nacional.

Instalado oficialmente em julho de 2024, o programa utiliza tecnologia de reconhecimento facial com o intuito de ajudar na identificação de procurados e no combate ao crime. Até o momento, o sistema foi responsável por 6.850 prisões em flagrante e ajudou na captura de 3.630 foragidos. No entanto, a situação dos serviços prestados levanta questionamentos: as câmeras ficaram fora do ar 25% do tempo em agosto de 2025, gerando a maior multa do período.

O custo mensal do serviço gira em torno de R$ 10 milhões, com a operação de 20 mil câmeras, que se somam a 58 mil quando incluídas as câmeras particulares integradas ao sistema. A Prefeitura defende que as penalidades são justas e necessárias, garantindo que o contrato estipula a disponibilidade das imagens em pelo menos 99% do tempo.

As falhas não se restringem a um único mês; em setembro e julho de 2025, também foram aplicadas multas significativas. O consórcio, por sua vez, argumenta que os problemas decorrem de fatores como furtos, vandalismo e interrupções no fornecimento de energia elétrica, além de um aumento nos índices de criminalidade que não estavam previstos. Eles alegam que a responsabilidade não pode ser totalmente atribuída a eles, dado o cenário desafiador que tiveram que enfrentar.

Recentemente, a situação se complicou ainda mais com o vazamento de dados sigilosos do sistema, que ficaram expostos na internet por quase um ano. A Prefeitura confirmou a ocorrência, mas negou falhas nos mecanismos de segurança, atribuindo a responsabilidade a um guarda civil que violou a segurança do sistema. Medidas foram tomadas para reforçar a segurança, como a implementação de autenticação em duas etapas.

A discussão sobre a revisão do contrato e a suspensão das multas continua, mas a prefeitura mantém firme sua posição de que o consórcio deve arcar com suas responsabilidades. A administração municipal destaca a importância do Smart Sampa, que já teve um impacto positivo na segurança da cidade, mas também ressalta a necessidade de garantir que os serviços sejam prestados de acordo com o que foi acordado.

Crédito da imagem: Central de monitoramento do Smart Sampa