sexta-feira, 30/10/2026

16° São Bernardo do Campo Neblina · máx 24° mín 16°

Policial intervém em incidente na Zona Oeste de SP e mulher é morta durante abordagem

Na tarde desta quinta-feira (15), um episódio trágico ocorreu em Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Uma mulher, que apresentava sinais de surto e estava armada com uma faca, foi baleada por um…

Compartilhe:

Na tarde desta quinta-feira (15), um episódio trágico ocorreu em Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Uma mulher, que apresentava sinais de surto e estava armada com uma faca, foi baleada por um policial militar. O incidente, registrado na Rua Coronel José Rufino Freire, levantou sérias questões sobre o manejo de situações envolvendo saúde mental pela polícia.

Moradores da região foram os primeiros a chamar a polícia, preocupados com o comportamento da mulher, que estava ameaçando pessoas nas proximidades. Ao chegarem ao local, três policiais tentaram negociar com ela, mas a situação se agravou rapidamente. Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher se aproximando dos agentes com a faca em mãos, resultando em um disparo que a atingiu na região do peito e pescoço, levando à sua morte no local.

Esse caso não é isolado. Nos últimos dias, a atuação da Polícia Militar em situações semelhantes tem sido alvo de críticas. Em uma semana, a PM disparou 69 vezes contra dois homens em surto, reacendendo o debate sobre o uso da força e a capacitação dos agentes para lidar com essas crises. Em um dos episódios, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi baleado 24 vezes na Vila Dionísia, e Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto após 45 disparos em Moema, tudo isso em circunstâncias que envolviam transtornos mentais.

Especialistas em segurança pública enfatizam que o elevado número de disparos pode indicar que os protocolos de abordagem não foram seguidos como deveriam. O coronel da reserva da PM, José Vicente da Silva Filho, sugere que a resposta policial a ameaças deve estar dentro de diretrizes que priorizam a preservação da vida. Por sua vez, Carolina Ricardo, do Instituto Sou da Paz, propõe que a PM considere a presença de profissionais de saúde em ocorrências que envolvem pessoas em crise, para evitar tragédias como as recentes.

As investigações sobre as ações da Polícia Militar estão em andamento, e a análise das gravações de segurança será crucial para determinar se houve excessos ou se os policiais agiram em legítima defesa. O secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves, defendeu a ação dos agentes, mas a comunidade e especialistas clamam por uma revisão urgente dos procedimentos e por um olhar mais atento às questões de saúde mental nas abordagens policiais.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — BigTcz (pixabay)