Na madrugada de segunda-feira (19), um incidente no bar Santo, localizado no Itaim Bibi, em São Paulo, gerou preocupação e repercussão na capital. O deputado estadual Marcelo Aguiar, do PL, passou a noite detido após um disparo de arma de fogo que ocorreu durante uma discussão no local. A Polícia Civil agora investiga se ele pode ter cometido importunação sexual e se o tiro foi acidental ou intencional.
Segundo relatos de testemunhas, o deputado estava visivelmente embriagado e teria tentado se aproximar de mulheres que não estavam interessadas, gerando desconforto e intervenções de amigos delas. Durante uma altercação, Aguiar sacou sua arma e disparou, atingindo de raspão o apresentador Fred Bruno, da TV Globo, que relatou a experiência em vídeo, enfatizando a gravidade do ocorrido.
Uma frequentadora da balada descreveu Aguiar como “absurdamente bêbado” e afirmou que ele estava fazendo avanços inapropriados. Após a confusão, a Polícia Militar foi acionada, encontrando o deputado em estado de descontrole, o qual, segundo o registro, não feriu ninguém, mas gerou pânico entre os presentes.
No depoimento, Marcelo Aguiar alegou que, caso tenha ocorrido um disparo, este foi acidental. Ele se justificou, afirmando que se sentiu mal e que o tiro não era intencional. Entretanto, a investigação busca esclarecer todos os detalhes, incluindo se houve uma tentativa de tomar a arma durante a briga.
Após ser detido, o deputado foi levado ao 14º DP, onde passou a noite e foi liberado posteriormente, já que o crime é afiançável. A pistola que ele portava, uma Glock .380, foi apreendida e será analisada pela Polícia Técnico-Científica. Embora a arma esteja legalizada, a situação gerou uma série de questionamentos sobre os procedimentos da polícia, como a falta de testes de álcool e a irregularidade nas placas do veículo do deputado.
Marcelo Aguiar, que é conhecido por sua atuação na chamada ‘bancada evangélica’, começou sua carreira política em 2008, quando foi eleito vereador na cidade de São Paulo. O episódio recente levanta dúvidas sobre a conduta de um parlamentar e já está sendo investigado pela Assembleia Legislativa, que promete apurar a situação por meio de sua Comissão de Ética.



