sexta-feira, 30/10/2026

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Polícia investiga 20º corpo encontrado na Grande SP desde setembro, sem indícios de serial killer

A madrugada de quarta-feira (21) trouxe à tona mais um episódio trágico em Itapecerica da Serra. A Polícia Militar fez a macabra descoberta de um corpo dentro do porta-malas de um carro abandonado na…

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A madrugada de quarta-feira (21) trouxe à tona mais um episódio trágico em Itapecerica da Serra. A Polícia Militar fez a macabra descoberta de um corpo dentro do porta-malas de um carro abandonado na Estrada Borba Gato. A vítima, um homem, apresentava sinais de tortura e estava envolta em cobertas, o que levanta alarmantes questões sobre a segurança da região.

Esse é o 20º corpo encontrado na capital e na Grande São Paulo desde o dia 10 de setembro, um dado que não passa despercebido. O boletim de ocorrência indica que documentos pessoais foram achados dentro do carro, e a polícia já acionou o serviço funerário e a perícia para a remoção e identificação do falecido, que ainda não foi oficialmente identificado.

O caso foi registrado na Delegacia de Itapecerica da Serra como morte suspeita e encontro de cadáver, mas a autoria do crime continua envolta em mistério. Apesar do clima de tensão que se espalha nas redes sociais, a Polícia Civil afastou a hipótese de um “serial killer” em ação. As investigações indicam que muitas das mortes podem estar ligadas a disputas do crime organizado, particularmente a execuções ordenadas em julgamentos do que é conhecido como “tribunal do crime”, frequentemente associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em um desenvolvimento perturbador, nesta quinta-feira (22), outro corpo foi descoberto na Marginal Tietê, na capital. O Corpo de Bombeiros confirmou que se tratava de um homem, e, nos dias anteriores, mais duas vítimas foram localizadas em São Paulo, uma delas em uma área de mata no Tremembé e a outra na Marginal Tietê, com indícios de que dois homens estariam envolvidos no abandono do corpo.

Os números são alarmantes: dos 19 corpos contabilizados até agora, quatro foram encontrados na Zona Sul, quatro na Zona Leste, três na Zona Norte e dois na Zona Oeste. Municípios do ABC Paulista, além de Embu das Artes e Santana de Parnaíba, também registraram ocorrências semelhantes. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) relatou que muitos dos corpos apresentavam sinais de violência extrema, incluindo amarrações e queimaduras, com algumas vítimas encontradas em sacos ou enroladas em cobertores.

A identificação das vítimas é um desafio para a polícia. Até o momento, 11 dos mortos eram homens e três, mulheres, enquanto cinco permanecem sem identificação. O diretor do Núcleo de Perícias da Polícia Civil explicou que, em muitos casos, a identificação não é fácil e pode requerer técnicas de antropologia e odontologia forense.

Embora o número crescente de corpos possa sugerir um padrão, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirma que não há evidências que sustentem a ideia de um assassino em série. As investigações indicam que as motivações por trás dessas mortes são variadas, com a maioria dos casos aparentemente ligada ao crime organizado. O perfil das vítimas, que frequentemente possui antecedentes criminais, reforça essa teoria, levando os investigadores a já identificar suspeitos em alguns casos.

A situação é preocupante e exige atenção, não apenas das autoridades, mas de toda a comunidade que anseia por respostas e um ambiente mais seguro. A luta contra a violência e o crime organizado é um desafio cotidiano, e a esperança é que as investigações avancem para trazer justiça às vítimas e suas famílias.

Crédito da imagem: Corpo é encontrado em zona de mata na Grande SP