sexta-feira, 30/10/2026

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Organizações solicitam ao MPF investigação sobre denúncias de exploração sexual associadas a Vorcaro

Um grupo formado por 70 organizações e pessoas dedicadas à defesa dos direitos humanos e movimentos sociais protocolou, na tarde desta sexta-feira (16), um pedido ao Ministério Público Federal (MPF) para que sejam investigadas…

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Um grupo formado por 70 organizações e pessoas dedicadas à defesa dos direitos humanos e movimentos sociais protocolou, na tarde desta sexta-feira (16), um pedido ao Ministério Público Federal (MPF) para que sejam investigadas possíveis práticas de tráfico de pessoas para exploração sexual, em um caso que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento faz referência a uma matéria do UOL, que expôs a suposta conexão de Vorcaro com uma rede de agenciamento de mulheres.

O ex-banqueiro, que já esteve à frente do Banco Master e foi preso em março pela Polícia Federal em um esquema de fraudes financeiras, é acusado de estar ligado a uma estrutura que recrutaria mulheres brasileiras e refugiadas para eventos privados, tanto no Brasil quanto no exterior. A manifestação exige que o MPF investigue não apenas o tráfico, mas também abusos contra mulheres em situação de vulnerabilidade e a possível participação de crianças e adolescentes.

Entre os pontos destacados estão relatos sobre uma jovem ucraniana de 19 anos que, após fugir da guerra, estaria em risco de ser explorada. As mensagens reveladas na reportagem sugerem que ela foi mantida em um grupo enquanto discutia sua entrada em uma agência, o que levanta preocupações sobre controles coercitivos e a retirada de celulares de participantes durante eventos.

As entidades signatárias, que incluem organizações como a ASBRAD e o Centro de Apoio e Pastoral do Migrante, pedem uma investigação aprofundada sobre o uso de mulheres em negociações empresariais e ressaltam a importância de garantir a proteção e o apoio a possíveis vítimas, sem exigir que colaborem com processos penais.

A ativista Swany Zenobini enfatizou a importância da mobilização da sociedade civil diante das graves denúncias: “Estamos todos estarrecidos com essas revelações e dispostos a buscar respostas. É fundamental dar visibilidade a essas denúncias e garantir que as violações de direitos não fiquem no silêncio”, afirmou.

O documento também faz uma distinção clara entre trabalho sexual consensual e tráfico de pessoas, afirmando que a investigação deve se concentrar em práticas de abuso e coação. As entidades pedem um inquérito imparcial e rigoroso, com responsabilização se as condutas forem comprovadas.

Além disso, o pedido formal ao MPF inclui a abertura de um procedimento investigativo, a apuração do envolvimento de agências de modelos e a garantia de medidas de proteção às possíveis vítimas. Vorcaro, por sua vez, negou as acusações e afirmou que as informações divulgadas são distorcidas e manipuladas.

Crédito da imagem: Daniel Vorcaro