sexta-feira, 30/10/2026

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Nunes avalia resposta à inundação no túnel do Anhangabaú como eficaz, apesar da rápida elevação da água

Na tarde da última quarta-feira (14), a cidade de São Paulo enfrentou um forte temporal que resultou em um alagamento no túnel do Vale do Anhangabaú, deixando 26 carros e dois ônibus submersos. Durante…

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Na tarde da última quarta-feira (14), a cidade de São Paulo enfrentou um forte temporal que resultou em um alagamento no túnel do Vale do Anhangabaú, deixando 26 carros e dois ônibus submersos. Durante uma coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou que a água subiu rapidamente, atingindo um metro em apenas três minutos, o que evidenciou a intensidade da chuva que caiu sobre a capital.

O prefeito relatou que a precipitação foi de 42 milímetros em cerca de 40 minutos, correspondendo a 37% da média esperada para todo o mês de outubro. Apesar do transtorno, Nunes defendeu que a resposta da prefeitura foi adequada, ressaltando que as seis bombas do local operaram sem falhas, embora não tenham conseguido lidar com o volume excessivo de água.

“A água subiu de forma impressionante, mas conseguimos minimizar os efeitos rapidamente, o que, dada a situação histórica do Anhangabaú, é um avanço”, afirmou Nunes. O processo de deságue levou cerca de uma hora, e o prefeito reconheceu a dificuldade em bloquear a entrada de veículos no túnel devido ao horário de pico e à rapidez com que a inundação ocorreu.

Embora tenha elogiado a atuação da administração, Nunes admitiu que haverá uma revisão nos protocolos de emergência. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que as interdições começaram às 15h38, mas o prefeito contestou a comunicação, afirmando que o fechamento não ocorreu conforme relatado. Ele também explicou que a intensidade da chuva surpreendeu até mesmo os meteorologistas, complicando a previsão de ações preventivas.

A situação no Anhangabaú não é nova; a região já registrou enchentes significativas, como em 1999, quando 160 veículos foram submersos. De acordo com Nunes, a concentração de cursos d’água subterrâneos na área é um fator que agrava a situação, levando à consideração de um novo piscinão sob o Terminal Bandeira, embora esta obra ainda não seja prioridade.

Com as mudanças climáticas trazendo eventos mais extremos, o prefeito concluiu que a cidade precisa se adaptar a essas novas realidades e que a administração continuará a buscar melhorias nas estruturas de drenagem e nos protocolos de emergência para proteger a população.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Radfotosonn (pixabay)