sexta-feira, 30/10/2026

16° São Bernardo do Campo Neblina · máx 24° mín 16°

Museu do Ipiranga adota tecnologia do Coliseu de Roma para monitorar sua estrutura na Zona Sul de SP

Uma nova tecnologia de escaneamento 3D a laser, que já foi utilizada no famoso Coliseu de Roma, está sendo aplicada para monitorar a integridade do Museu do Ipiranga, em São Paulo. Essa iniciativa inovadora…

Compartilhe:

Uma nova tecnologia de escaneamento 3D a laser, que já foi utilizada no famoso Coliseu de Roma, está sendo aplicada para monitorar a integridade do Museu do Ipiranga, em São Paulo. Essa iniciativa inovadora é fruto de uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Ferrara, na Itália, que já colaboram há 20 anos em pesquisas.

O trabalho de mapeamento do museu, que durou três semanas entre setembro e outubro, tem como objetivo acompanhar a estrutura do prédio histórico após a reforma que o manteve fechado por nove anos. Para não interromper a visitação, as áreas mais amplas, como o Salão Nobre, foram escaneadas em dias úteis, quando o museu não recebe público.

O escaneamento utiliza um equipamento portátil que emite raios laser, capturando com precisão milimétrica as condições das paredes, pisos e fachadas. Essa tecnologia vai além da medição tradicional, permitindo identificar desníveis, umidade e até sinais de mofo, funcionando como uma espécie de “exame médico” do edifício, conforme explica o professor Marcello Balzani, da Universidade de Ferrara.

O resultado do escaneamento é um modelo digital do museu, que facilita o monitoramento e a manutenção preventiva. Beatriz Kühl, professora da FAU-USP e coordenadora do projeto, ressalta a importância de registrar cada intervenção no modelo, permitindo a identificação de problemas antes que se tornem mais graves. Isso não apenas preserva a integridade do patrimônio, mas também minimiza custos com intervenções mais complexas no futuro.

Além de servir como um importante recurso para a preservação, o modelo digital possibilita simulações de cenários climáticos extremos, ajudando a prever como o museu pode reagir a eventos como tempestades intensas ou ondas de calor. Essa abordagem proativa é essencial para garantir a segurança e a durabilidade do espaço que abriga mais de 450 mil itens do acervo brasileiro.

Inaugurado em 1895, o Museu do Ipiranga é um marco da história nacional, projetado para celebrar a Independência do Brasil. Com uma rica coleção que inclui obras como a famosa pintura “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, o museu é o mais antigo da capital paulista e um importante patrimônio cultural do país. A aplicação dessa tecnologia de ponta não apenas protege a história, mas fortalece o compromisso com a conservação do legado brasileiro para as futuras gerações.