O caso do deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) ganhou novos desdobramentos após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitar que o Tribunal de Justiça (TJ-SP) reenvie a investigação para a primeira instância. O deputado é alvo de uma investigação devido a um incidente ocorrido em um bar no Itaim Bibi, onde disparou uma arma em 19 de outubro. De acordo com o MP-SP, a situação não está relacionada ao seu mandato e, portanto, deve ser tratada em uma Vara Criminal.
No mesmo dia do incidente, Aguiar foi detido, mas logo liberado após prestar esclarecimentos. A situação chamou a atenção, especialmente por relatos de testemunhas que afirmaram que ele estava visivelmente embriagado e se comportando de maneira inadequada antes do disparo. O tiro, que atingiu de raspão o pé do apresentador Fred Bruno, do programa Globo Esporte, gerou alvoroço e comentários nas redes sociais.
Após o episódio, o deputado solicitou licença médica remunerada de duas semanas, alegando necessidade de tratamento de saúde. O pedido foi registrado no Diário Oficial do Estado, mas sem detalhes sobre o estado de saúde do parlamentar. Sua defesa, em nota, atribuiu o comportamento de Aguiar a uma reação adversa a medicamentos que ele estava tomando.
O incidente está sendo tratado com seriedade pela Polícia Civil, que não apenas investiga o disparo da arma, mas também as denúncias de importunação sexual feitas por mulheres presentes no bar. Além disso, a utilização de uma placa oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo em um veículo do deputado está sob análise, já que o carro não consta na lista de veículos autorizados pela Casa.
A Comissão de Ética da Alesp também foi acionada para avaliar a conduta de Aguiar, que, segundo informações, não conseguiu se reeleger nas últimas eleições. A situação reflete um momento delicado para a política local, levantando questões sobre a responsabilidade de representantes eleitos e suas ações fora do exercício do mandato.
Crédito da imagem: Polícia de SP não fez bafômetro em deputado do PL



