sexta-feira, 30/10/2026

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Mãe de bebê de 1 ano que faleceu após cirurgias em hospital de SP clama por respostas diante de casos suspeitos

Na Mooca, um relato angustiante se desenrola em torno do Hospital Salvalus, uma unidade da rede Hapvida. A assistente social Leticia Ferreira vivenciou uma verdadeira tragédia ao levar sua filha, Alice Vitória, para uma…

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Na Mooca, um relato angustiante se desenrola em torno do Hospital Salvalus, uma unidade da rede Hapvida. A assistente social Leticia Ferreira vivenciou uma verdadeira tragédia ao levar sua filha, Alice Vitória, para uma cirurgia de gastrostomia, procedimento que deveria ser simples, mas que se tornou um pesadelo. Alice, que lutava contra uma síndrome que dificultava a deglutição, acabou enfrentando uma série de complicações que culminaram em sua morte três dias após completar um ano de vida.

Segundo a certidão de óbito, a causa da morte foi sepse com foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda. Leticia conta que, após a cirurgia inicial, sua filha não conseguiu ser extubada, levando-a a permanecer na UTI. A situação se agravou quando a sutura da gastrostomia se abriu, requerendo uma nova cirurgia. Durante este segundo procedimento, Alice sofreu uma parada cardíaca, o que trouxe ainda mais incertezas sobre sua saúde.

A história de Alice não é um caso isolado. A Polícia Civil está investigando múltiplas mortes de crianças no Hospital Salvalus, com seis casos sendo analisados no 8º Distrito Policial da região. As autoridades buscam entender se essas tragédias estão relacionadas a infecções hospitalares. A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa algumas famílias afetadas, aponta que já são pelo menos 19 casos de mortes em cirurgias realizadas na unidade nos últimos seis meses.

O Hospital Salvalus se posicionou, afirmando que ainda não recebeu notificações formais sobre as ocorrências e que cada caso deve ser analisado individualmente, sem generalizações. No entanto, Leticia e outras mães lamentam a falta de informação e a sensação de impotência diante das complicações enfrentadas por seus filhos.

A dor e a culpa permeiam a vida de Leticia, que, ao conversar com outras mães, percebeu que muitas compartilham o mesmo sentimento de não terem feito o suficiente. “A gente se culpa por coisas que não tem culpa”, desabafou. Diante deste cenário, ela e outras famílias aguardam que a justiça seja feita e que as causas das mortes sejam esclarecidas.

A investigação segue em andamento, e a expectativa é que as autoridades responsabilizem aqueles que possam ter falhado na assistência a essas crianças. Enquanto isso, a história de Alice serve como um alerta sobre a importância de uma atenção adequada em serviços de saúde, especialmente em momentos tão delicados na vida de famílias que já enfrentam desafios imensos.