Em meio a um clima de tensão nas eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou neste domingo (25) sua intenção de solicitar à Justiça Eleitoral a extensão do horário de votação do segundo turno. A medida é uma resposta a denúncias sobre a drástica redução da frota de ônibus em São Paulo e em outras cidades do Brasil, que, segundo ele, está dificultando o acesso dos eleitores às urnas.
Lula, em declarações contundentes, acusou prefeitos e empresários de tentarem obstruir o direito de voto da população. Ele mencionou que quase 40% dos ônibus estariam fora de circulação na capital paulista, uma afirmação que ainda aguarda confirmação por fontes oficiais. “É inexplicável numa cidade como São Paulo”, destacou o presidente. Além da metrópole paulista, problemas semelhantes foram relatados em diversas cidades, incluindo Salvador, Recife e Petrópolis.
“Estamos buscando uma decisão judicial que assegure aos eleitores prejudicados pela falta de transporte a oportunidade de votar. É inadmissível que, em pleno século 21, haja tentativas de impedir o povo de exercer seu direito democrático”, ressaltou Lula, que também prometeu ações legais contra prefeitos que, segundo ele, estariam cometendo crime eleitoral ao dificultar o acesso ao voto.
A Justiça Eleitoral já havia determinado que a frota de ônibus em São Paulo operasse em 100% neste domingo, mas relatos de longas esperas e dificuldades no transporte continuam a surgir. O diretório estadual do PT também se mobilizou, enviando ofícios ao governo local para exigir ações que garantam o cumprimento da decisão judicial.
Enquanto isso, é crucial que os eleitores mantenham a determinação de comparecer às urnas, mesmo diante das adversidades. “Esperem e votem, porque a democracia precisa prevalecer”, concluiu Lula, pedindo que a população não desista de participar do processo eleitoral. A situação continua em andamento, e a Justiça Eleitoral segue analisando as petições apresentadas pela campanha.



