sexta-feira, 30/10/2026

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Justiça rejeita solicitação de prisão de motorista envolvido em acidente que resultou na morte do tio de Boulos

Na noite de sábado (3), a Avenida 23 de Maio, um dos principais corredores de São Paulo, foi palco de uma tragédia que envolveu o atropelamento de Carlos Boulos, de 80 anos, tio do…

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Na noite de sábado (3), a Avenida 23 de Maio, um dos principais corredores de São Paulo, foi palco de uma tragédia que envolveu o atropelamento de Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro Guilherme Boulos. O incidente ocorreu após uma discussão de trânsito que culminou em um desfecho fatal, com Carlos vindo a falecer dias depois.

Na última terça-feira (20), a Justiça negou o pedido de prisão preventiva de Amilton Jusselino Rodrigues, o motorista investigado no caso. O juiz Daniel de Medeiros Silva Corró, embora tenha aceitado a denúncia do Ministério Público, impôs medidas cautelares, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Amilton. Para o magistrado, os critérios para a prisão não estavam plenamente atendidos naquele momento.

O atropelamento se deu no contexto de uma discussão entre Carlos e Amilton. Segundo relatos, Carlos desceu de sua caminhonete para confrontar o motorista após um desentendimento no trânsito. O que se seguiu foi um acidente que deixou a vítima gravemente ferida, resultando em sua morte. A defesa de Amilton argumenta que ele não teve a intenção de provocar o atropelamento e que sua saída do local foi motivada pelo medo de represálias.

A narrativa da defesa é de que o motorista agiu em um momento de desespero, buscando proteger sua família. Os advogados afirmam que a dinâmica do atropelamento será esclarecida por meio de imagens e perícias, e ressaltam que não se pode afirmar que houve intenção de matar. O advogado Natan Tolintino, representante de Amilton, destacou que o caso ainda está sob investigação e que o motorista se colocou à disposição da Polícia Civil.

Com o caso agora sob a análise da Justiça, o prazo de dez dias foi estipulado para que a defesa possa responder formalmente às acusações. Enquanto isso, o atropelamento, que era inicialmente tratado como tentativa de homicídio, gerou uma onda de comoção, especialmente por envolver um membro da família de uma figura pública. A comunidade aguarda por mais esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram a essa tragédia nas movimentadas ruas paulistanas.