sexta-feira, 30/10/2026

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Justiça proíbe Marcola de participar de júri por homicídio de policial devido a riscos de segurança e possibilidade de fuga

A Justiça paulista decidiu que Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e considerado o líder do PCC, não poderá acompanhar presencialmente seu julgamento por homicídio e tentativa de homicídio de policiais militares. O…

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A Justiça paulista decidiu que Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e considerado o líder do PCC, não poderá acompanhar presencialmente seu julgamento por homicídio e tentativa de homicídio de policiais militares. O processo, que remonta a crimes cometidos em Jundiaí em 2006 durante os “Crimes de Maio”, ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2027.

O juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo, fundamentou sua decisão em preocupações com a segurança pública e o risco de resgates durante o transporte dos réus. Segundo a avaliação, deslocar Marcola e seus dois co-acusados, Júlio César Guedes de Moraes e Marcos Paulo Ferreira Lustosa, entre a penitenciária e o tribunal exigiria uma grande mobilização policial e poderia resultar em situações perigosas, como emboscadas e confrontos.

Com a negativa, Marcola e os demais acusados serão interrogados por videoconferência, diretamente de onde estão detidos. A defesa do chefe do PCC, representada pelo advogado Bruno Ferullo Rita, manifestou descontentamento com a decisão e argumentou que a presença física do réu é crucial para garantir seu direito à ampla defesa. O advogado ressaltou que a videoconferência deve ser uma exceção e não a norma, especialmente quando não há justificativas concretas para sua adoção.

Além disso, a defesa citou um caso anterior em que a Justiça Federal permitiu a presença física de um preso de alta segurança em um julgamento, sugerindo que a situação pode ser tratada de forma diferente sob certas circunstâncias. Agora, a equipe de Marcola já se prepara para recorrer da decisão, buscando garantir que ele possa estar presente no tribunal durante o julgamento.