sexta-feira, 30/10/2026

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Justiça de SP rejeita pedido de advogado que viajou com Flávio Bolsonaro para recuperar R$ 163 milhões em apostas perdidas

A CPMI da JBS, em sua mais recente reunião, deu espaço para a oitiva do advogado Willer Tomaz, que tem seus dias conturbados em meio a uma série de processos judiciais. Um dos pontos…

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A CPMI da JBS, em sua mais recente reunião, deu espaço para a oitiva do advogado Willer Tomaz, que tem seus dias conturbados em meio a uma série de processos judiciais. Um dos pontos centrais é a negativa da Justiça de São Paulo em devolver R$ 163 milhões que Tomaz alega ter perdido em apostas na plataforma Blaze. Ele, que é amigo do senador Flávio Bolsonaro, viajou com o parlamentar em um jatinho ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro em janeiro de 2025.

Trazendo à tona uma situação delicada, Tomaz recorreu à 44ª Vara Cível de São Paulo para reaver o dinheiro, argumentando que o vício em jogos e falhas na plataforma o levaram a perdas exorbitantes. O juiz Guilherme Madeira Dezem, no entanto, refutou o pedido, esclarecendo que as consequências financeiras eram resultado de uma atividade de alto risco que Tomaz escolheu assumir. O magistrado ainda concedeu a ele o direito de não ser mais importunado pela casa de apostas.

A situação de Tomaz se agrava com uma investigação da Polícia Federal, que examina se ele utilizou suas operações de apostas como forma de lavagem de dinheiro. Em um período de 18 meses, ele movimentou impressionantes R$ 6,6 bilhões, resultando em um prejuízo de R$ 188,5 milhões. A defesa do advogado alega que ele é portador de ludopatia, o que justifica sua busca pelo ressarcimento dos valores investidos.

Ao contrário do que afirma a defesa, a Blaze argumenta que não se pode considerar as perdas de Tomaz como dano, alegando que a movimentação financeira da conta funcionou como uma conta corrente, com entradas e saídas sucessivas. Em um total de 2.145 depósitos, ele injetou R$ 325 milhões na plataforma, mas as perdas foram gigantescas, especialmente em mesas de cassino online que permitiam apostas de até R$ 500 mil.

Além disso, surgem novas questões envolvendo Flávio Bolsonaro, que, segundo investigações, foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária de uma empresa de Tomaz. Embora ambos neguem qualquer vínculo financeiro, a Polícia Federal encontrou e-mails que sugerem uma relação mais próxima entre eles, levando a conjecturas sobre possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

A defesa de Tomaz e Bolsonaro se defende vigorosamente, alegando que as insinuações feitas são inverídicas e têm motivações políticas. O advogado, que já esteve em apuros em investigações anteriores, como a Operação Sem Desconto, agora enfrenta um novo capítulo em sua trajetória, que pode impactar não apenas sua carreira, mas também o cenário político ao redor de Flávio Bolsonaro.