sexta-feira, 30/10/2026

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Júri do caso do motorista do Porsche azul tem início nesta quarta-feira; Ministério Público pede pena de mais de 20 anos

O dia 28 de março de 2024 será um marco importante para a justiça em São Paulo, com o início do julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, envolvido em um trágico acidente…

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O dia 28 de março de 2024 será um marco importante para a justiça em São Paulo, com o início do julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, envolvido em um trágico acidente que resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. A expectativa é alta, pois o Ministério Público busca uma condenação que pode ultrapassar 20 anos de prisão.

A audiência, que acontecerá no Fórum Criminal da Barra Funda, terá início às 10h e promete ser um evento tenso, com a presença de 14 testemunhas que devem ser ouvidas ao longo de dois dias. Fernando Sastre é acusado de dirigir seu luxuoso Porsche a 136 km/h, muito acima do limite permitido de 50 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, e sob efeito de álcool. As evidências, incluindo filmagens de câmeras de segurança, corroboram a gravidade da colisão que vitimou Ornaldo.

Além do homicídio de Viana, o empresário enfrenta também a acusação de lesão corporal gravíssima, uma vez que seu amigo, Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no carro no momento do acidente, sofreu ferimentos sérios, incluindo fraturas em quatro costelas e a remoção do baço.

Fernando está preso desde maio de 2024, e a defesa já teve oito pedidos de liberdade negados pela Justiça. Ele permanecerá detido em Potim, no interior de São Paulo, mas estará presente durante o julgamento na capital. A acusação sustenta que o réu assumiu o risco de causar um acidente fatal ao dirigir embriagado e em alta velocidade, conforme evidenciado por um laudo do Instituto de Criminalística.

O promotor Rodolfo Morais expressou confiança na condenação, indicando que a gravidade das circunstâncias do delito justifica uma pena significativa. Durante o julgamento, um Conselho de Sentença composto por sete jurados decidirá o destino de Fernando, que nega ter ingerido álcool antes da colisão. Sua defesa argumenta que o caso deveria ser reclassificado como homicídio culposo, sem intenção de matar.

O caso ainda se complica com a recente decisão da Justiça Militar de tornar réus os policiais que atenderam a ocorrência, acusados de falhas ao permitir que Fernando deixasse o local sem realizar o teste do bafômetro. Segundo a Promotoria, essa conduta comprometeu a investigação e prejudicou a apuração dos fatos.

O julgamento promete trazer à tona não apenas a responsabilidade de Fernando Sastre, mas também questões sobre a condução da polícia em casos de acidentes fatais. A comunidade aguarda ansiosamente por um desfecho que faça justiça à memória de Ornaldo e às consequências que o trágico acidente trouxe para todos os envolvidos.