segunda-feira, 02/11/2026

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Fernando Sastre reconhece ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir Porsche; confissão resulta em diminuição de pena.

A recente confissão do empresário Fernando Sastre Filho no julgamento que ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, teve um impacto significativo em sua pena. Ele admitiu ter consumido álcool antes…

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A recente confissão do empresário Fernando Sastre Filho no julgamento que ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, teve um impacto significativo em sua pena. Ele admitiu ter consumido álcool antes de dirigir o Porsche que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em um acidente ocorrido em 31 de março de 2024. Essa declaração resultou em uma redução de cerca de um ano e meio na condenação, que totalizou 17 anos e 1 mês de prisão.

O julgamento expôs diversas contradições relacionadas ao caso. Ornaldo, de 52 anos, dirigia um Renault Sandero quando foi atingido pelo veículo de Sastre, e a colisão foi registrada por câmeras de segurança. Durante seu interrogatório, Sastre abandonou a versão anterior, onde afirmava ter apenas bebido água, e revelou: “Confesso, sim, que, no dia dos fatos, eu ingeri bebida alcoólica.” Ele detalhou que havia consumido dois drinks antes de assumir a direção.

A juíza Melanie Liesenberg concedeu uma atenuante pela confissão, mas ressaltou que essa foi apenas parcial, pois Sastre ainda não assumiu a responsabilidade total por seus atos, negando ter assumido o risco de matar. O empresário expressou arrependimento e pediu desculpas à família da vítima, reconhecendo a dor que causou.

Survivente do acidente, Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no Porsche com Sastre, confirmou durante o julgamento que o empresário havia consumido bebida alcoólica. Ele mesmo sofreu ferimentos graves e ficou internado por um período significativo, incluindo um tempo na UTI.

O Ministério Público, insatisfeito com a pena aplicada, planeja recorrer para tentar aumentar a condenação para mais de 20 anos, considerando a gravidade do caso. Durante o acidente, o laudo do Instituto de Criminalística indicou que Sastre dirigia em alta velocidade, atingindo 156 km/h antes do impacto, em uma via onde o limite era de 50 km/h.

Além das controvérsias envolvendo Sastre, a namorada dele, Giovana Pinheiro Silva, foi expulsa do plenário por mau comportamento e poderá enfrentar acusações de falso testemunho. A defesa de Sastre já anunciou que vai recorrer da decisão, contestando a aplicação da pena e a multa imposta a Giovana.

Esse caso, que chocou a cidade e levantou discussões sobre a responsabilidade no trânsito, continua a repercutir nas comunidades locais e nas redes sociais. A esperança é que sirva como um alerta sobre os perigos de dirigir sob a influência de álcool e a necessidade de responsabilização nas estradas.