sexta-feira, 30/10/2026

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Fernando Sastre admite ter consumido álcool no dia do acidente em julgamento da Porsche

O trágico acidente que vitimou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em março deste ano, continua a assombrar a Zona Leste de São Paulo. O empresário Fernando Sastre, dono de um Porsche…

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O trágico acidente que vitimou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em março deste ano, continua a assombrar a Zona Leste de São Paulo. O empresário Fernando Sastre, dono de um Porsche azul, admitiu em julgamento que ingeriu bebida alcoólica antes de colidir com o carro de Ornaldo, que não sobreviveu ao impacto.

Durante o júri, realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, Sastre, que inicialmente negava o consumo de álcool, agora expressou seu arrependimento, afirmando que “jamais foi indiferente” à dor causada. “Sofro muito com isso até hoje”, declarou, visivelmente emocionado, enquanto pedia perdão às famílias afetadas pela tragédia.

O acidente ocorreu na madrugada de 31 de março, quando Sastre dirigia seu veículo a impressionantes 136 km/h, em uma via onde o limite é de apenas 50 km/h. O Ministério Público alega que ele estava embriagado e quer uma pena superior a 20 anos de prisão. O julgamento começou no dia 28, com a oitiva de 14 testemunhas, incluindo o filho da vítima, que relatou as dificuldades financeiras e emocionais enfrentadas pela família após a perda do pai.

A audiência trouxe à tona depoimentos que corroboram a versão de que Sastre havia consumido álcool antes de assumir a direção. Um amigo que estava com ele no momento do acidente confirmou que o empresário estava alterado e que decidiu acompanhá-lo no carro por preocupação. O desespero da família de Ornaldo, que chegou a receber cestas básicas de apoio, ecoou nas falas emocionadas do filho da vítima, que clama por justiça.

A defesa de Fernando Sastre, representada pelo advogado Jonas Marzagão, argumenta que seu cliente deveria ter a mesma consideração que outros réus em situações semelhantes, que estão respondendo em liberdade. “Ele não fugiu do local e permaneceu até ser liberado pelas autoridades”, defendeu Marzagão, ressaltando que Sastre não fez o teste do bafômetro porque a polícia não tinha o equipamento disponível na hora.

O caso é um lembrete doloroso da relação entre consumo de álcool e direção, e do impacto devastador que acidentes como esse podem ter nas vidas de famílias inteiras. O julgamento deve ser concluído em breve, mas a luta pela justiça e pela memória de Ornaldo da Silva Viana continua viva entre aqueles que o conheceram.