quarta-feira, 04/11/2026

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Família é desmantelada por liderar tráfico de drogas com armamentos pesados e conexão internacional

Uma grande operação policial, denominada Operação IFRIT, foi deflagrada nesta quarta-feira (4) em Mato Grosso do Sul e em outros seis estados, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que atua no tráfico…

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Uma grande operação policial, denominada Operação IFRIT, foi deflagrada nesta quarta-feira (4) em Mato Grosso do Sul e em outros seis estados, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas e armas. O grupo, liderado por três irmãos e outros membros da mesma família, utilizava a fronteira sul-mato-grossense como porta de entrada para as cargas ilegais, que eram adquiridas principalmente na Bolívia, Paraguai e Peru.

As investigações, realizadas pela Polícia Federal e pela Receita Federal, revelaram que o esquema tinha uma divisão clara de funções, com pessoas encarregadas de finanças, transporte, logística e segurança. Essa estrutura complexa permitia ao grupo operar de forma eficiente, abastecendo não apenas o mercado nacional, mas também enviando entorpecentes para a Europa, com foco em países como Espanha e Portugal.

Para garantir a proteção de seus integrantes e a continuidade das atividades ilegais, a organização contava com um arsenal de armamentos pesados, drones e veículos blindados. A investigação também levantou suspeitas sobre a colaboração de agentes públicos, incluindo policiais que teriam fornecido informações estratégicas e apoio logístico ao crime.

Entre os alvos da operação está o delegado da Polícia Civil, Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que já havia sido preso em uma ação anterior do Gaeco. Ele é suspeito de desvio de drogas apreendidas e foi alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira. Outro policial civil, Douglas Tobias, também se encontra na mira das investigações, com sua defesa afirmando que ele se coloca à disposição para esclarecimentos.

A organização criminosa, que atua desde 2018, teria movimentado mais de R$ 500 milhões em recursos obtidos de atividades ilegais, utilizando um complexo esquema de ocultação de patrimônio por meio de contas de terceiros e empresas de fachada. A Operação IFRIT cumpre 76 mandados de busca e apreensão e envolve um efetivo de 450 policiais federais, além de auditores e analistas tributários da Receita Federal.