Na noite desta quinta-feira (22), a Zona Oeste de São Paulo foi palco de um importante ato estudantil intitulado “Estudantes pela Democracia”. Organizado por alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade Nove de Julho (Uninove), o evento atraiu uma multidão que se reuniu em frente ao Teatro da Universidade Católica (TUCA) para manifestar apoio à democracia e ao Estado Democrático de Direito.
Com discursos iniciados por volta das 20h25, a manifestação contou com a presença de estudantes, professores e membros de diversas organizações acadêmicas. Muitos dos participantes empunhavam bandeiras e cartazes em apoio à candidatura do presidente Lula (PT), que busca a reeleição, enquanto expressavam oposição ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno das eleições.
Entre os nomes que marcaram presença no evento, destacaram-se figuras políticas como o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, o ex-ministro Paulo Teixeira, e os ex-deputados José Dirceu e José Genoíno. A deputada federal eleita Luna Zarattini (PT) e o deputado estadual eleito Leonardo Grandini também estiveram presentes, reforçando a importância do diálogo entre as comunidades acadêmicas e a participação cidadã na defesa da democracia.
Além do ato na PUC-SP, uma concentração paralela ocorreu no calçadão de Osasco, onde Haddad, a ex-ministra Marina Silva e o deputado estadual eleito Emidio de Souza se uniram a outros manifestantes. A diversidade de vozes e a união em prol de um objetivo comum marcaram a mobilização desta quinta-feira.
Em outra frente, estudantes do Centro Universitário Belas Artes, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da FAPCOM e da ESPM também se uniram em uma manifestação na Vila Mariana. Os alunos da Belas Artes criticaram a postura do reitor da instituição, que, segundo eles, enviou e-mails com críticas ao governo Lula. Em um comunicado, os estudantes afirmaram: “A universidade deve ser um espaço de liberdade, democracia e sem qualquer tipo de coação ou tentativa de silenciamento político”.
Os jovens manifestantes deixaram claro que não aceitarão intimidações e que a defesa da democracia é um direito inegociável. “Os estudantes não têm e não terão medo de qualquer tentativa de silenciamento sobre o nosso livre direito de exercer a política”, afirmaram, reafirmando a tradição de resistência do movimento estudantil brasileiro.
Crédito da imagem: Estudantes fazem ato pela democracia em SP



