sexta-feira, 30/10/2026

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Estado de SP firma parceria de R$ 6 bilhões para nova sede administrativa no Centro

Uma nova era para o governo paulista está prestes a começar com a assinatura do contrato de parceria público-privada (PPP) que visa transformar o Centro da capital em um moderno espaço administrativo. Na última…

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Uma nova era para o governo paulista está prestes a começar com a assinatura do contrato de parceria público-privada (PPP) que visa transformar o Centro da capital em um moderno espaço administrativo. Na última quinta-feira (22), o governo de São Paulo fechou um acordo de R$ 6 bilhões com o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro, um passo decisivo em direção à centralização das operações governamentais, atualmente dispersas em mais de 40 endereços.

O projeto, uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas, prevê a saída do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para um novo complexo na Praça Princesa Isabel, que deverá ser entregue até 2030, segundo o cronograma do governador. A obra, que será realizada em um modelo de concessão de 30 anos, contará com um investimento de aproximadamente R$ 3,4 bilhões do Tesouro estadual, enquanto a empresa privada ficará responsável pela construção e pela operação do espaço.

O cronograma das obras é ambicioso. No primeiro ano, o foco será na elaboração dos projetos e na obtenção das licenças necessárias. Intervenções no Terminal Luz e desapropriações já estão previstas para começar no primeiro ano, seguidas pela conclusão dos estudos no segundo. As obras das quadras específicas começarão no terceiro ano, com a previsão de que as primeiras entregas ocorram no quarto ano, incluindo o restauro de casarões tombados que fazem parte da história da cidade.

O consórcio vencedor, que inclui empresas como Zetta Infraestrutura e RZK Empreendimentos, se destacou ao oferecer um desconto de 9,62% na contraprestação pública, o que resultará em um pagamento mensal de R$ 69,2 milhões ao longo da concessão. Além de construir os prédios que abrigarão o gabinete do governador e as secretarias estaduais, o consórcio irá oferecer opções comerciais, como lojas e restaurantes, no complexo.

O projeto arquitetônico, fruto de um concurso público, foi idealizado pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura e promete uma estrutura moderna, com capacidade para 22 mil servidores. O Palácio dos Campos Elíseos, com seu charme histórico, será restaurado e se tornará uma sala de visitas do governo, conectado à nova sede por um túnel subterrâneo.

Além das obras administrativas, o plano inclui a construção de mais de 6 mil moradias populares, a requalificação da Praça Princesa Isabel e a ampliação da área verde do parque. Essas iniciativas visam não apenas a modernização da gestão pública, mas também a revitalização da área central da cidade, criando um ambiente mais acessível e agradável para os cidadãos.

A desapropriação de cerca de 230 imóveis residenciais será necessária para a execução do projeto, com um investimento estimado em R$ 500 milhões. O governo está atento ao impacto social, buscando soluções para as 600 famílias afetadas, incluindo indenizações e a oferta de habitação popular.

Com a expectativa de gerar cerca de 38 mil empregos durante a fase de construção, o novo centro administrativo não só promete otimizar a gestão pública, mas também trazer desenvolvimento e revitalização ao coração de São Paulo.