sexta-feira, 30/10/2026

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Defesa de Malévola busca apoio do Itamaraty e de organizações de direitos humanos após acusações de transfobia e abuso no Egito

A influenciadora digital Mariana Alves, mais conhecida como Malévola, compartilhou um momento de dor e indignação em suas redes sociais após uma experiência traumática no Egito. No vídeo que viralizou nesta quinta-feira (22), ela…

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A influenciadora digital Mariana Alves, mais conhecida como Malévola, compartilhou um momento de dor e indignação em suas redes sociais após uma experiência traumática no Egito. No vídeo que viralizou nesta quinta-feira (22), ela aparece emocionada, afirmando ter sido “muito humilhada” durante a prisão que sofreu em Alexandria, ao lado de sua amiga Bruna Mercatelli. Ambas foram detidas por policiais locais sob a acusação de “comportamento obsceno”, uma alegação que envolveu denúncias de transfobia e abuso.

Malévola e Bruna, que são mulheres trans, foram detidas na terça-feira (20) e liberadas um dia depois, após o pagamento de uma fiança que variou entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. A previsão é que as duas cheguem ao Brasil na noite desta quinta-feira (22). De acordo com o advogado Jonatha Carvalho Matos, a defesa pretende acionar o Itamaraty e organismos internacionais para investigar as acusações contra as autoridades egípcias, destacando que, enquanto o Brasil tem leis contra a transfobia, essa proteção não se estende ao Egito.

Em seu relato emocional, Malévola afirmou que a prisão foi claramente motivada por sua identidade de gênero, afirmando que a situação a deixou em estado de pânico e ansiedade. Ela descreveu os momentos na prisão, onde, segundo ela, “foi abusada por diversos policiais”. As influenciadoras também alegaram que o celular de Malévola foi apreendido e não devolvido, algo que complicou ainda mais a situação delas.

Malévola possui uma forte presença nas redes sociais, com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, onde ela compartilhou sua experiência angustiante. A influência que ela e Bruna exercem pode ser um ponto de apoio importante na luta contra a transfobia, especialmente em contextos onde os direitos LGBTQIA+ são frequentemente violados.

Os desdobramentos desse caso ainda estão por vir, com a defesa buscando ajuda do governo brasileiro e de entidades de direitos humanos. A comunidade local espera que essa situação traga à tona discussões sobre a proteção dos direitos das pessoas trans, tanto no Brasil quanto no exterior.