Uma polêmica se instaurou no Jardim Aeroporto, em São Paulo, após o início do corte de árvores em uma praça localizada atrás do Aeroporto de Congonhas. A Aena, empresa que assumiu a concessão do aeroporto em 2023, suspendeu temporariamente a derrubada após ser notificada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
A decisão da concessionária visa esclarecer dúvidas levantadas tanto por órgãos públicos quanto pela comunidade local, que ficou alarmada com a ausência de avisos sobre a intervenção. A área em questão, delimitada como praça ou canteiro público no GeoSampa, está situada entre as ruas Tamoios e General Pantaleão Teles. De acordo com a Aena, o corte é necessário para garantir a segurança das operações aéreas, mas um documento oficial indica que a vegetação cortada não está dentro do sítio aeroportuário.
Moradores da região, ao perceberem o barulho das motosserras na terça-feira (20), se mobilizaram e questionaram os trabalhadores sobre a autorização do corte. Em resposta, um funcionário apresentou um documento da CETESB, datado de julho de 2025, que autoriza a supressão de 1.191 árvores na região do aeroporto. No entanto, a CETESB afirmou que a autorização abrange árvores localizadas dentro da área do aeroporto, o que contraria a informação da Aena.
Além disso, a CETESB garantiu que a compensação ambiental será realizada, com o plantio de 11 mil mudas em uma área equivalente a aproximadamente sete campos de futebol. A Aena também se comprometeu a seguir com as compensações necessárias.
A Subprefeitura de Santo Amaro, por sua vez, declarou que não autorizou o corte e que está investigando o caso, prometendo uma nova fiscalização no local. A CETESB, além de notificar a Aena, também ressaltou a importância de uma comunicação clara com a comunidade sobre intervenções desse tipo.
A situação gerou um forte descontentamento entre os moradores, que alegam não ter sido informados sobre a retirada das árvores, contrariando a legislação municipal que exige aviso prévio em casos como este. Na quarta-feira (21), eles se reuniram na praça para pedir explicações e defender a preservação da área verde, destacando a importância desse espaço para o bairro.



