sexta-feira, 30/10/2026

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Corpos encontrados em São Paulo e Grande SP desde setembro são descartados como ação de ‘serial killer’, segundo polícia.

A situação em São Paulo e na Grande São Paulo tem gerado preocupação entre os moradores, com a descoberta de 19 corpos desde o dia 10 de setembro. A Polícia Civil, no entanto, afastou…

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A situação em São Paulo e na Grande São Paulo tem gerado preocupação entre os moradores, com a descoberta de 19 corpos desde o dia 10 de setembro. A Polícia Civil, no entanto, afastou a possibilidade de que essas mortes sejam atribuídas a um “serial killer”, apesar dos rumores que circulam nas redes sociais.

A principal linha de investigação sugere que a maioria desses crimes está ligada ao crime organizado, com a suspeita de que as execuções estejam relacionadas a atos de violência do chamado “tribunal do crime”, associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O caso mais recente foi o de um homem encontrado na Marginal Tietê na manhã desta quinta-feira (22). Nos dias anteriores, outros dois corpos também foram localizados, um na Zona Norte, em uma área de mata de difícil acesso, e outro, o de uma mulher, na mesma Marginal, onde, segundo informações, dois homens teriam deixado a vítima.

As autoridades têm monitorado essa alarmante série de descobertas. Os corpos foram encontrados em diversas situações, como em ruas, rodovias e terrenos baldios, tanto na capital quanto em cidades vizinhas. Dos 19 casos, quatro ocorreram na Zona Sul, quatro na Zona Leste, três na Zona Norte e dois na Zona Oeste. O ABC Paulista também registrou quatro casos, além de ocorrências em Embu das Artes e Santana de Parnaíba.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, muitos dos corpos apresentavam sinais de violência extrema. Algumas vítimas foram encontradas amarradas, queimadas ou até esquartejadas, e em sete casos, os corpos estavam envolvidos em sacos ou cobertores.

Até o momento, os investigadores identificaram 11 homens e três mulheres entre as vítimas, enquanto cinco casos ainda aguardam a determinação do gênero. O diretor do Núcleo de Perícias da Polícia Civil explicou que a identificação não é simples e pode exigir técnicas de antropologia e odontologia forense, especialmente em condições graves de deterioração.

Apesar do aumento no número de ocorrências, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa reafirma que não há indícios de que um assassino em série esteja atuando na região. A análise dos casos indica motivações variadas, com muitos deles relacionados a conflitos dentro do crime organizado. As vítimas, em sua maioria, tinham antecedentes criminais por crimes como sequestro, roubo e tráfico de drogas.

A polícia já identificou suspeitos em alguns dos casos e solicitou prisões, acreditando que as evidências reunidas apontam mais para execuções ligadas a gangues do que para um único criminoso em série. A situação continua a ser monitorada, e a comunidade aguarda respostas e soluções para essa série de crimes que assola a região.