sexta-feira, 30/10/2026

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Autoridades afastam servidores de penitenciária após denúncias de privilégios a preso em São Paulo

Neste último sábado (17), a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo ouviu quatro funcionários da cadeia pública de Mogi das Cruzes, onde se encontra o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União). A…

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Neste último sábado (17), a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo ouviu quatro funcionários da cadeia pública de Mogi das Cruzes, onde se encontra o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União). A medida foi tomada após investigações que levantaram suspeitas sobre o possível oferecimento de regalias ao ex-parlamentar, que atualmente está detido sob acusação de envolvimento com uma organização criminosa e ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os afastados incluem a delegada seccional de Mogi, Margarette Barreto, além do diretor da cadeia, um delegado do 1º Distrito Policial e um carcereiro. A decisão, tomada pelo delegado-geral Artur Dian, segue uma operação do Ministério Público realizada na última quinta-feira (16), que visava apurar denúncias de irregularidades no sistema prisional.

Durante os depoimentos, Margarette Barreto afirmou que apenas duas visitas a Milton Leite foram autorizadas: uma do deputado estadual Delegado Olim (PP) e outra da esposa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que é advogada. Apesar de sua defesa, os superiores da Polícia Civil consideraram que a delegada falhou ao não relatar visitas de figuras públicas ao ex-parlamentar, o que contraria as normas da unidade.

A presença de uma televisão e a entrega de refeições externas foram justificadas por Barreto como autorizadas pelo juiz-corregedor. No entanto, a cúpula da Polícia Civil não ficou satisfeita com a explicação e, agora, investiga mais a fundo as práticas e procedimentos da cadeia.

A Corregedoria, sob a liderança do corregedor João Beolchi, procura entender minuciosamente como a unidade está operando e se as ações dos agentes responsáveis pela custódia dos presos estão em conformidade com a legislação. A análise será baseada em documentos que foram apreendidos durante a operação do MP, com um prazo para revisão nos próximos dias.

A defesa de Milton Leite, por sua vez, se manifestou em nota, negando qualquer tipo de regalia ou tratamento especial. Os advogados do ex-parlamentar, Aloísio Medeiros e Rodrigo Araújo, destacaram que ele nunca recebeu qualquer benefício irregular e que estão dispostos a colaborar com as investigações em andamento.

Enquanto a situação se desenrola, a população de Mogi das Cruzes acompanha com atenção o desdobramento desse caso, que levanta questões sobre a integridade do sistema prisional e as relações entre autoridades e detentos na região.