sexta-feira, 30/10/2026

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Aumento de 75% nos furtos de hidrômetros em SP, com 131 ocorrências diárias; Sabesp aponta relação com o uso de drogas

Os casos de furto de hidrômetros dispararam em São Paulo, com 23.724 ocorrências registradas nos primeiros seis meses de 2026. Isso representa uma média alarmante de 131 medidores furtados por dia, um aumento de…

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Os casos de furto de hidrômetros dispararam em São Paulo, com 23.724 ocorrências registradas nos primeiros seis meses de 2026. Isso representa uma média alarmante de 131 medidores furtados por dia, um aumento de 74,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na capital, a situação é ainda mais crítica, com os furtos saltando de 6.447 para 10.206, um crescimento de 58,3%.

Os hidrômetros, que são essenciais para medir o consumo de água em residências e comércios, têm se tornado alvo fácil para criminosos. A retirada irregular desses dispositivos não só gera perdas financeiras para a Sabesp, mas também provoca vazamentos que podem desperdiçar até 100 litros de água por hora. O aumento nos furtos se alinha com a valorização do cobre e do latão, materiais que compõem a maior parte dos hidrômetros, e que têm visto seus preços dispararem no mercado internacional.

De acordo com Luiz Renato Fraga Rios, diretor de proteção da receita da Sabesp, muitos dos responsáveis pelos furtos são pessoas em situação de vulnerabilidade que vendem os equipamentos para financiar vícios. Após o furto, os hidrômetros frequentemente acabam em ferros-velhos, onde são desmontados e vendidos como sucata.

O problema não é restrito a São Paulo, mas a capital e municípios vizinhos como Guarulhos, Osasco e Santo André estão entre os mais afetados. Em Barueri, por exemplo, o número de furtos saltou de 45 para 400 em apenas um ano, um aumento impressionante que reflete a gravidade da situação.

Desde sua privatização em 2024, a Sabesp tem enfrentado esse desafio crescente. A empresa, que fornece água para cerca de 30 milhões de pessoas, está adotando medidas para mitigar os impactos dos furtos, incluindo a substituição de hidrômetros metálicos por modelos mais seguros e feitos de plástico, que não têm valor no mercado negro. A implementação de hidrômetros inteligentes, que permitem rastreamento, está em andamento em várias cidades, incluindo São Paulo e São José dos Campos.

O custo médio para a reposição de um hidrômetro furtado gira em torno de R$ 100, o que representa um gasto de quase R$ 2 milhões para a empresa no primeiro semestre de 2026. Este valor não é apenas um prejuízo para a Sabesp, mas reflete um desperdício de recursos hídricos que afeta toda a sociedade.

Além de substituir os medidores, a Sabesp mantém diálogo com as forças de segurança para tentar identificar e combater os responsáveis pelos furtos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) também intensificou o patrulhamento em áreas críticas e realiza operações para desmantelar redes de receptação de materiais furtados.

Enquanto o estado enfrenta um aumento nos furtos de hidrômetros, as autoridades continuam a trabalhar para reduzir esse crime e minimizar seu impacto na população. A colaboração da comunidade, através de denúncias e informações sobre movimentações suspeitas, é vital para ajudar a combater essa onda de furtos que afeta a todos nós.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — geralt (pixabay)