sexta-feira, 30/10/2026

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Apoiadora de Bolsonaro ofende estudante em metrô de SP com comentário racista

Na noite de domingo (18), um estudante de São Paulo se viu diante de uma situação lamentável de injúria racial na estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do metrô. Márcio Ferreira, que filmou o…

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Na noite de domingo (18), um estudante de São Paulo se viu diante de uma situação lamentável de injúria racial na estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do metrô. Márcio Ferreira, que filmou o incidente, registrou a mulher ofendendo-o com palavras como “preto de bosta”, em meio a um clima tenso após uma manifestação política na Avenida Paulista.

O desentendimento começou após a mulher, identificada como bolsonarista, disparar ofensas homofóbicas a um grupo. Márcio, que estava presente, decidiu intervir na tentativa de apaziguar a situação. “Eu disse que não precisava brigar, mesmo sendo de lados opostos. Foi então que ela começou a me ofender”, relatou. Ao tentar se afastar, ele percebeu que a mulher não só o seguia, mas intensificava as ofensas enquanto subiam pela escada rolante.

Ao chegar ao topo da estação, a mulher virou o jogo, acusando Márcio de agressão. Durante uma breve troca de palavras, ela chegou a admitir que havia feito comentários racistas, mas tentou justificar seu comportamento ao mencionar que tem familiares negros. “Deixa eu te mostrar a foto da minha família. Meu filho é preto”, disse, sem entender que isso não diminui a gravidade do que havia dito.

O estudante, que registrou um boletim de ocorrência, afirmou que a experiência o deixou com um sentimento de culpa, embora saiba que não é responsável pelas ofensas que recebeu. “É difícil tirar esse sentimento de culpa que a gente carrega agora. Eu pego metrô todos os dias para trabalhar e estudar. É uma situação que poderia acontecer com qualquer um”, lamentou.

O Ministério Público, por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), já requisitou a abertura de um inquérito policial para investigar o caso. A Motiva, concessionária responsável pela Linha 4-Amarela, foi contatada para explicar as medidas que tomarão em relação ao incidente, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.

Márcio reafirma que este não é um caso isolado e destaca a importância de denunciar a intolerância racial. “A culpa é dela. Ela é racista. Precisamos falar sobre isso”, finalizou, um convite à reflexão sobre a realidade da discriminação no cotidiano das pessoas.