No coração da Zona Oeste de São Paulo, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), exerceu seu direito de voto na tarde deste domingo (25) no Colégio Santo Américo, cercado por figuras importantes do cenário político, como os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O clima era de expectativa, com Alckmin ressaltando a importância do dia e expressando preocupação com episódios de violência direcionados a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alckmin não hesitou em condenar os ataques ocorridos no dia anterior ao segundo turno das eleições. “É triste ver atos de violência ocorrendo em várias partes do país por parte dos nossos adversários”, lamentou, enquanto expressava sua solidariedade a Iara Pimentel e Marcelo Rocha, ambos vítimas de agressões. Iara, vereadora em Montes Claros (MG), foi atacada durante uma carreata em apoio a Lula, enquanto Marcelo foi espancado após se afastar de um ato em Santos, São Paulo.
Após votar, Alckmin se mostrou otimista em relação ao resultado das eleições, destacando a mobilização crescente dos apoiadores nas ruas e nas redes sociais. “Estamos muito confiantes e animados com o segundo turno. As mobilizações cresceram, e estamos aqui para garantir a democracia, que é o espaço onde o povo pode se manifestar”, afirmou.
O vice-presidente também comentou sobre a manifestação expressiva que ocorreu na Avenida Paulista no dia anterior, ressaltando que, ao longo de suas décadas de atuação política, nunca havia presenciado uma mobilização tão intensa como a de sábado. “Foi impressionante”, disse, refletindo sobre a importância da participação popular nos processos eleitorais.
Alckmin fez uma analogia entre a polarização atual e o movimento das Diretas Já, que marcou a luta pela democracia nos anos 80. Ele ressaltou que a vontade popular está sendo ouvida em todo o Brasil e que a participação dos jovens nas manifestações é um sinal positivo para o futuro.
Por fim, o vice-presidente enfatizou o valor da democracia em contraste com as ditaduras, onde, segundo ele, apenas os poderosos têm voz. “A democracia permite que o povo seja ouvido e quem ouve mais erra menos. Olhando para o Brasil, vemos avanços em diversas áreas, como renda, emprego e saúde”, concluiu, reforçando sua crença em um futuro melhor para o país.
Crédito da imagem: Geraldo Alckimin vota na Zona Sul de São Paulo



