Na noite do último domingo (18), São Paulo perdeu um de seus grandes ícones da música brasileira, Benito di Paula, que faleceu aos 84 anos. O cantor e compositor, conhecido por sua mistura única de samba e influências diversas, deixou um legado que atravessou gerações, com clássicos como “Retalhos de Cetim” e “Meu Amigo Charlie Brown”.
Recentemente, Benito teve a honra de ser homenageado pela escola de samba Águia de Ouro no Carnaval de 2025. O desfile, que ocorreu no Sambódromo do Anhembi, trouxe à vida o enredo “Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do Jeito que a Vida Quer”, um tributo à sua rica trajetória musical e à sua conexão com o público. O artista desfilou ao lado do filho, Rodrigo Vellozo, também músico, em um carro alegórico que fez alusão a sua famosa canção.
O carnavalesco André Machado relembra a visita que fez à casa de Benito, onde o cantor expressou seu desejo de que a homenagem focasse em sua música, não apenas em sua história pessoal. “Ele falou: ‘Não vamos falar sobre a minha história, vamos falar sobre a minha música’”, compartilhou André, ressaltando a importância das composições de Benito na cultura brasileira.
Rodrigo, que sempre teve uma ligação forte com o pai, trouxe sua própria voz e talento ao desfile, tornando aquele momento ainda mais especial. Juntos, eles lançaram álbuns que celebram a música popular brasileira e a profunda conexão familiar que compartilham. O álbum “O Infalível Zen”, lançado em 2021, é uma das várias colaborações que marcaram suas carreiras.
Benito di Paula, nascido em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, enfrentou complicações de saúde relacionadas ao câncer de próstata, doença que o acompanhou por cerca de um ano. Embora sua partida deixe um vazio enorme na música brasileira, seu legado continua a inspirar muitos. A família ainda não divulgou informações sobre o velório e o enterro do artista.



