sexta-feira, 30/10/2026

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Advogado é suspeito de extorquir assessor parlamentar usando nome de promotor em Minas Gerais

Um caso que chamou a atenção em São Paulo envolve um advogado, Paulo Roberto Quissi, denunciado por supostamente utilizar o nome de um promotor de Justiça para aplicar um golpe contra um assessor parlamentar.…

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Um caso que chamou a atenção em São Paulo envolve um advogado, Paulo Roberto Quissi, denunciado por supostamente utilizar o nome de um promotor de Justiça para aplicar um golpe contra um assessor parlamentar. A trama, que traz à tona questões graves de improbidade administrativa, começou a ser desvendada quando o promotor Werner Dias de Magalhães teve seu nome usado sem autorização em uma fraude que visava extorquir dinheiro da vítima.

Segundo relatos, Quissi teria cobrado do assessor Matheus Borges a quantia de R$ 600 mil, sob a alegação de que esse pagamento evitaria sua prisão e permitiria o arquivamento de um processo. Os detalhes do caso são preocupantes: Matheus foi induzido a acreditar que havia um mandado de prisão contra ele por crimes graves, como lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Após uma série de pressões e ameaças, o valor exigido chegou a ser reduzido para R$ 300 mil.

Desconfiado da situação, Matheus decidiu mudar de advogado e buscou esclarecimentos no Ministério Público, onde descobriu que não havia qualquer intimação em seu nome. O promotor Magalhães, ao tomar conhecimento do ocorrido, acionou a polícia, resultando na abertura de um inquérito no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A Justiça já decretou a prisão de Quissi, que se apresentou à delegacia durante o período eleitoral. Ele, no entanto, permanece em liberdade, o que gerou preocupações entre as autoridades, como destacou o delegado Fulvio Mecca, que acredita que o advogado pode interferir nas investigações. “A situação é delicada. Ele pode coagir testemunhas ou até destruir provas”, disse.

A gravidade da situação não se limita apenas à extorsão, mas também ao uso indevido do nome de uma autoridade. O promotor Magalhães classificou a conduta como “gravíssima”, ressaltando que a falsificação de documentos e a criação de falsas notificações para extorquir a vítima é um ato que não pode ser tolerado.

Em resposta às acusações, a defesa de Quissi negou as alegações e afirmou que está colaborando com a Justiça, expressando confiança de que a verdade será revelada através da perícia e do processo judicial.