A recente tempestade que atingiu São Paulo deixou um rastro de destruição, com destaque para o alagamento no Túnel do Anhangabaú, no coração da cidade. O episódio gerou uma onda de críticas e demandas por ações efetivas da prefeitura, que agora enfrenta a pressão do Ministério Público para apresentar um plano de intervenção contra enchentes, que deveria ter sido finalizado há meses.
Na quarta-feira (15), um dia após o temporal que causou o alagamento, o MP apontou que a administração municipal não cumpriu as obrigações estabelecidas por uma sentença judicial de 2025, que previa a entrega de três planos de intervenção com prazos específicos. A multa por descumprimento, que pode chegar a R$ 1,8 milhão, é um alerta para a gestão de Ricardo Nunes, que precisa justificar o atraso e apresentar soluções para a drenagem urbana da capital.
Os prazos para a entrega dos documentos venciam em março, maio e julho deste ano, mas segundo o MP, as propostas apresentadas pela prefeitura não atendem às exigências da Justiça, consistindo apenas em uma reorganização de informações já existentes. Em resposta ao caos causado pela chuva, o MP também solicitou que a prefeitura explique em 48 horas as ações tomadas durante o evento, como o acionamento de protocolos de emergência e a assistência às vítimas.
Durante uma coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes defendeu a resposta da administração ao alagamento, destacando que o volume de água foi inesperadamente alto e que as bombas de drenagem funcionaram sem falhas. Apesar disso, a água subiu rapidamente, submergindo veículos e interrompendo o tráfego. Nunes admitiu que a prefeitura poderia revisar seus protocolos de emergência, mas ressaltou que as previsões meteorológicas não indicavam a intensidade da chuva que se abateu sobre a cidade.
O prefeito ainda mencionou a possibilidade de construir um piscinão na região do Terminal Bandeira para ajudar a conter futuras enchentes, embora essa obra não seja considerada prioritária no momento. A pressão por soluções eficazes continua, e a população espera que a prefeitura tome medidas concretas para evitar que a história se repita em um futuro próximo.
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