Na última quinta-feira (29), o Sistema Cantareira, que é a principal fonte de abastecimento da Grande São Paulo, apresentou uma recuperação significativa ao atingir 50,10% do volume útil. Essa marca é um alívio para os moradores da região, já que o sistema não ultrapassava os 50% desde junho de 2025. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, em 14 de janeiro deste ano, o nível estava alarmantes 19,3%, colocando o sistema na faixa especial de operação.
Com o último registro na sexta-feira (30) de 50,77%, ainda é necessário lembrar que o volume está abaixo do nível considerado normal pela Agência Nacional de Águas (ANA), que é de pelo menos 60%. Portanto, o Cantareira permanece na faixa de atenção, que se refere a volumes entre 40% e 60%, um indicativo de que a situação ainda merece monitoramento constante.
O Sistema Cantareira é composto por seis represas principais, localizadas principalmente no Vale do Paraíba e na região bragantina. Apesar da recente melhora, a recuperação se deve em grande parte às chuvas intensas de setembro, que trouxeram 192,8 milímetros de água ao sistema. Esse mês, inclusive, já entra para a história como o mais chuvoso da cidade de São Paulo desde 1943, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
É importante ressaltar que a situação hídrica da região ainda requer atenção. A Sabesp, a companhia de saneamento básico, já está ampliando a captação de água do Rio Paraíba do Sul como uma estratégia para reforçar o abastecimento do Cantareira. A população deve continuar atenta e consciente sobre a importância da economia de água, mesmo com a melhora recente nos níveis dos reservatórios.
Crédito da imagem: Nível do Sistema Cantareira, na Grande SP



