sexta-feira, 30/10/2026

16° São Bernardo do Campo Neblina · máx 24° mín 16°

Júri de Fernando Sastre continua; amigo e ex-namorada relatam que ele consumiu bebida alcoólica

O julgamento de Fernando Sastre, empresário proprietário de um Porsche azul, está em andamento no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo…

Compartilhe:

O julgamento de Fernando Sastre, empresário proprietário de um Porsche azul, está em andamento no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em um acidente ocorrido na madrugada de 31 de março de 2024, o réu enfrenta a possibilidade de mais de 20 anos de prisão, conforme solicitado pelo Ministério Público.

O segundo dia de audiência, que ocorre nesta quinta-feira (29), segue os desdobramentos do primeiro dia, marcado por quatro depoimentos. Testemunhas confirmaram que Sastre havia consumido álcool antes de dirigir e que estava em alta velocidade — 136 km/h em uma via onde o limite é de 50 km/h. O acidente aconteceu na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, resultando na morte de Ornaldo, de 52 anos, e ferimentos em um passageiro que estava no carro de Sastre.

O filho da vítima, Luam Silva, expressou a dor e a injustiça sentidas pela família após a perda do pai, que deixou um vazio imenso e dificuldades financeiras. Luam também revelou que a família chegou a receber cestas básicas para suprir a necessidade momentânea, o que evidencia o impacto profundo que a tragédia teve em suas vidas.

No primeiro dia do julgamento, o amigo de Sastre, Marcus Vinícius Rocha, que estava com ele no momento do acidente, confirmou que o empresário estava alterado e que a decisão de acompanhar Fernando se deu para evitar que ele ficasse sozinho. Além disso, a ex-namorada de Marcus, que prestou depoimento por videoconferência, corroborou a versão de que Sastre havia consumido bebida alcoólica e estava cambaleante.

A defesa, por sua vez, argumenta que Fernando não teve a intenção de matar, caracterizando o episódio como homicídio culposo. O advogado do réu, Jonas Marzagão, destacou que Fernando é o único motorista envolvido em um acidente com morte que está preso, enquanto outros casos semelhantes têm réus respondendo em liberdade, mesmo com provas de consumo de álcool e fuga do local. Marzagão também argumentou que seu cliente permaneceu no local até ser liberado pelas autoridades, uma vez que a polícia não tinha o bafômetro disponível para o teste no momento do acidente.

O julgamento, que promete trazer mais detalhes sobre o caso, deve se encerrar ainda hoje, com a expectativa de que a Justiça seja feita, tanto para a família de Ornaldo quanto para o réu, que aguarda o desfecho de sua situação. O clamor por justiça ressoa nas palavras de Luam, que deseja que a dor da perda de seu pai não fique impune.